terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A APRESENTAÇÃO
Centro Cultural do Cartaxo
- 11 de janeiro de 2014 -

Bom dia a todos os meus amigos.

Logo na véspera do evento, cerca das oito e meia da matina, recebi "ordem" da Rádio Cartaxo, na pessoa do Sr. Joaquim Palmela, para me aprontar, pois que, daí a 15 minutos, me esperava uma entrevista (via telefone), cujo tema estaria relacionado com o livro que seria lançado no CCC, no dia seguinte. Era a divulgação radiofónica do evento.
Seguiu-se a azáfama dos preparativos para que no dia seguinte, sábado, tudo estivesse encaminhado. O desenrolar das cenas, segue dentro de momentos.

Depois da bonita sessão da apresentação e lançamento do livro "DEGRAUS E MARCOS DA VIDA", que muitas pessoas classificaram como tivesse sido um sucesso, vejo-me na feliz obrigação de vir, através do meu blogue, expressar os meus profundos agradecimentos à mais de uma centena daquelas pessoas que fizeram questão de estar presentes no evento. 
A minha família direta, (Luísa, Jorge, Sónia, Carla, Fernando, Bárbara, Catarina e Carolina), que se deslocou desde o Porto, merece a minha total consideração pela presença e apoio dado. Também não posso deixar de assinalar a grande surpresa pela presença de cinco dos meus ex-colegas de trabalho na empresa Construções Técnicas, S.A.. Eles vieram de longe para me prestar apoio moral. São eles: o Rogério Feio, o Adérito, o Pinhão, o Abrantes e o Zé Brincano. Ainda por cima, trouxeram-me um cartaz do evento, que sacaram na NET, com a foto do grupo no cimo, como que a dizer, "Nós estamos presentes!" Foi por demais emocionante.

Sei bem que muitas pessoas que desejariam ter participado connosco naquela sessão, o não fizeram, cada qual por seu motivo: ora por imperativos de ordem familiar, ora devido à malfadada gripe que por aí anda e a muitos atormenta, mas para elas, também, vai o meu agradecimento. De verdade, sinto-o como se tivessem estado presentes, desejando aos engripados o rápido restabelecimento. Mas, mesmo assim, o anfi-teatro esteve superlotado, e a transbordar, o que quer dizer que, para acomodar mais de 120 pessoas, tinha que se tomar uma de duas decisões: ou se deslocava o evento para o piso superior, para a sala de espetáculos, ou se repartia o evento em duas sessões, isto é, a das 15h00 e uma outra às 18h00, coisa nunca vista até então.
No dia seguinte, quer no Cartaxo, quer em Vale da Pinta, fui abordado, com frequência, por muitas pessoas que, ao mesmo tempo que me davam os parabéns, não só pela autoria do livro, mas pelo espetáculo que, pelo que tinham ouvido contar, tinha sido muito bonito. Elas lamentavam o facto de, por motivos de "força maior", não terem podido estar presentes.
Pelo que me foi dado ver e ouvir, pelas expressões da assistência, durante e no final do evento, a todos era comum a satisfação que patenteavam nos seus semblantes.

Eu, o que queria, acima de tudo, era que a cerimónia não tivesse aspetos demasiado "cerimoniosos", coisa assim muito formal. Pretendia que cada momento da sessão fosse vivido irmanado por todos, como se de uma unida família se tratasse, e foi isso mesmo que aconteceu. Se antes houvera alguma animosidade entre alguém, ela ficou, certamente, à porta do Centro Cultural do Cartaxo.
Eu que, além de participante na sessão, também fui, a espaços, espetador, assistindo ao desempenho de cada uma das figuras do elenco, gostei muito de os ouvir, cada qual no seu estilo.

A minha neta Bárbara Caria, com a sua entrada musical, em voz e guitarra, interpretando um contemporâneo trecho, em inglês, deixou o sinal de que o que começa bem, em bem terminará; o Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, dr. Pedro Ribeiro, como anfitrião do evento, através da sua esclarecida análise no que concerne ao estado da cultura concelhia e a legítima pretensão da sua expansão, deu o mote; a delegada da Chiado Editora, Marisa Mendes, que tinha a seu cargo a tarefa de apresentar a sua entidade editorial, depois de uma breve apresentação e da sua posição no mercado, quer a nível nacional, quer  no estrangeiro, fez a apologia da minha Obra, justificando o porquê da aposta da Chiado Editora neste meu trabalho; depois foi a vez de usar da palavra a Oradora, minha convidada, Elvira Melo. Ela apresentou uma tal e brilhante dissertação que, às tantas, dava para ver os olhos das pessoas mais sensíveis a esboçar um certo lacrimejo, eu incluído; o Zé Manel Patrício, com a sua habitual, grave, serena e colocada voz, conseguiu arrancar algumas sonoras gargalhadas, ao ler um capítulo do livro, em que o mui propalado "Mói-Almas" foi figura central. E eu? Qual seria o meu papel diante daqueles meus brilhantes antecessores? Bem, eu tinha que me desenrascar... e, começando por me apresentar, dei as boas vindas a todos: oradores e assistência. À estranheza e dúvida da Marisa Mendes, sobre quem seria o, para ela desconhecido, "ZéKarias", respondi, esclarecendo, com o fundamento que originou o pseudónimo. É que, em termos de heterónimos e pseudóminos, o "ZéKarias" terá muito mais a ver com o nome do Autor, do que o de Álvaro de Campos com Fernando Pessoa e o de Manuel Tiago com Álvaro Cunhal. E eles foram consagrados... por que não o meu? Depois, através de um longo discurso que trazia escrito numas 13 páginas A4, e das quais tive que omitir quatro, devido ao adiantado da hora, tentei dar uma ideia geral do que foi alguma da minha vivência em sociedade com as gentes da minha região.

Quando, perto do final, citei e fiz a apologia de um homem, que, há mais de 50 anos, foi meu patrão, este mostrou vontade de subir ao palco para se fazer ouvir. O Sr. Manuel Barroca tinha muito para dizer... e disse, mas não tanto quanto pretendia. Os escassos dez minutos do "tempo de antena" que lhe foram "atribuidos", quase nem deu para começar. Ele frisou e bem, que a sua empresa foi uma autêntica creche. Muitos dos rapazitos do concelho que, como eu, saídos da Escola Primária, não tinham mais para onde ir, era à sua empresa que iam parar, para dar serventia a pedreiros. Dar serventia... e apanhar porrada. Dia em que um qualquer mestre, pedreiro ou carpinteiro, não acertasse o passo ao escravo, não era dia para a obra.

E, agora, a fechar, tal como abrira, chegou a vez da Bárbara Caria. Com a sua mui timbrada voz, e dedilhando a guitarra acústica com suporte em amplificador, interpretou uma nova canção, tipo nova-vaga, que deixou todos a pedir bis. Ela agradeceu, mas não bisou. A miuda, saindo ao gene do avô Caria, um bocadito a puxar para a teimosia, não prosseguiu. Desligou o amplificador, meteu a guitarra no saco e desandou. Desandou, mas não foi porta afora, antes foi fazer parte daquele numeroso grupo que, agora, depois de duas horas de "seca" se concentravam no hall, à volta de uma extensa mesa provida de comes e bebes. Era um "PORTO de Honra", mas, como é lógico, só entraram bebidas finas. E como o aconchego, para fazer peito, era à base de bolos e rebuçados, também não dava para enxugar uns copos de tinto carrascão do Cartaxo, como a maior parte da malta está habituada. E foi melhor assim, porque ninguém de lá saiu a cambalear.

Aos drs. Vasco Casimiro e Ana Ribeiro, na área do Pelouro da Cultura da CMC, os meus agradecimentos pela abertura e colaboração evidenciadas; ao Sr. Marco Guerra, pela organização e montagem do evento, devo o meu reconhecimento e gratidão. Ele foi impecável; ao Paulo Vila, pelos contactos com a Autarquia.
Não posso concluír, sem invocar os nomes de um grupo de pessoas a quem muito fico a dever pelo seu indispensável contributo. Sem eles o evento não decorreria com a mesma eficácia. São eles:
na organização, a começar pela distribuição dos convites, a Tila, a Márcia Cera e o Fernando Duarte; acumulando os convites com a organização, temos: o António Valada e o Angelino Caria; na comercialização dos livros, contei com a valiosa e distinta colaboração da Ana Luísa e do Pedro Rocha. Eles foram, simplesmente, inexcedíveis.

Em jeito de justificação, deixo um pedido de desculpas às pessoas com quem não tive oportunidade de conversar. Como todos viram, estive por demais absorvido. Quer, primeiro, na apresentação e, depois, nas dedicatórias dos livros, não me sobrou muito tempo para dar alguma atenção aos meus convidados. Na altura em que deveria estar na porta de entrada a receber as pessoas, andava eu a correr, de um lado para o outro, tentando descobrir onde parava a minha máquina de filmar, que desapareceu, e tanta falta fez para o  registo filmado do evento.

Termino, com um abraço de gratidão a todos.

a) José Caria Luís

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